Blog dos Poetas

Mãos Dadas

de

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

postado por em 12-10-2007
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8 Comentários para “Mãos Dadas”


  1. samara dos passos silva disse:

    amei todas as poesias, meus parabéns!!vc escrve muito bem!!!continue escrevndo assim e eu irei ler todos os seus livros!!
    beijus samara!!!


  2. jessica e cheila-Riachuelo disse:

    Este poema mostra a esperança do autor diante da realidade da epoca, onde os reflexos da guerra eram evidentes, e a maior arma era a capacidade de permanecer unidos


  3. Andressa, Ginara e Luan (Riachuelo) disse:

    Ele demonstra sentimento pelos seus companheiros, não se importando com o futuro, pensa no agora! Ele é bastante otimista nesse poema, e não pensa em agradar a ninguém!


  4. ROSELI CARVALHO disse:

    denostra o poeta um modo de ver a vida intensamente pessando no hoje sen esquecer do amanha.


  5. Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:

    …fazer da realidade, este momento, como a da massa de um bolo com seus ingredientes, pintar a vida sem se afastar demais da realidade, não se deixar levar por alucinações de um mundo caduco…a matéria é o mundo presente…


  6. joana disse:

    que bonito.;;. :B


  7. Edso Mendes do Prado disse:

    Nos versos de Drummond

    Nos versos de Drummond sinto a vida que não tive,

    As viagens na família,

    As confissões virtuosas,

    A fazenda vistosa,

    Uma vida de poesias ensandecidas de amor,

    Sinto que minha infância se perdeu,

    Minha adolescência se perdeu,

    Mas a vida continua, e as vazes ela sorri para mim,

    O meu primeiro amor passou, e não senti a mentira sincera dos meus desejos,

    O segundo amor passou, não o vi passar,

    O terceiro amor, também passou, e por tristeza do destino meu coração não se perdeu,

    Foram –se as minhas magoas infantis , e hoje me vejo em ermo,

    Não tenho um melhor amigo,

    Não fiz viagem alguma ,

    Possuo um carro,

    Não tenho terras, e não tenho um cão,

    Palavras manças em vozes duras, me golpeiam todos os dias,

    Palavras que não cicatrizam,

    E no meu mundo ínfimo, sinto-me nu,

    Me precipito a sonhar ,

    E durmo em lagrimas,

    Na esperança de um dia conhecer o afeto,.

    Edson Mendes de Prado


  8. Renato disse:

    Magnifico… muitos se perdem pensando no passado o futuro, e esquecem o presente a base do futuro….. circulo vicioso.

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