Eu escrevi um poema triste
de Mario QuintanaEu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
postado por Ederson Peka em 13-07-2007
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Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Minha vida não foi um romance…
Pobre vida… passou sem enredo…
Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei…
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.