Caminheiro que passas pela estrada,
Seguindo pelo rumo do sertão,
Quando vires a cruz abandonada,
Deixa-a em paz dormir na solidão.
Que vale o ramo do alecrim cheiroso
Que lhe atiras nos braços ao passar?
Vais espantar o bando buliçoso
Das borboletas, que lá vão pousar.
É de um escravo humilde sepultura,
Foi-lhe a vida o velar de insônia atroz.
Deixa-o dormir no leito de verdura,
Que o Senhor dentre as selvas lhe compôs.
Não precisa de ti. O gaturamo
Geme, por ele, à tarde, no sertão.
E a juriti, do taquaral no ramo,
Povoa, soluçando, a solidão.
Dentre os braços da cruz, a parasita,
Num abraço de flores, se prendeu.
Chora orvalhos a grama, que palpita;
Lhe acende o vaga-lume o facho seu.
Quando, à noite, o silêncio habita as matas,
A sepultura fala a sós com Deus.
Prende-se a voz na boca das cascatas,
E as asas de ouro aos astros lá nos céus.
Caminheiro! do escravo desgraçado
O sono agora mesmo começou!
Não lhe toques no leito de noivado,
Há pouco a liberdade o desposou.
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laryssa disse:
olá estive vendo um pouco do seu blog e espero que vc tambem olhe o meu o link dele é http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2221799873446671752
HermesBitencourt disse:
Só quem vive ou já viveu no sertão, sabe o quanto é lindo, triste e ao mesmo tempo tétrico esse poema.
Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…que ideal magistral em vida defendestes, jovem e valoroso Castro Alves, insurgindo-te contra os costumes escravocratas de tua época, vendo nos negros irmãos teus… utilizando tuas armas, as palavras, deblateras-tes contra as torpezas e se imortalizou com tua lavra belíssima e culta, recheada de amor pela justiça…
andrey disse:
eu nao intendo nada disso queria intender….
claudete btista barbosa disse:
este poema marcou minha vida a uns 20anos atras ele e lindoooo
vinicios disse:
eu declamei esse poema foi muito legal
ana caroline disse:
eu amo de coração a poesia, esse poema é lindo eu estou fazendo um trabalho sobre a terceira geração romântica e vou declamar esse poema; para mim será uma honra………………………
Wesllen disse:
Pessoal espere que gostem desse poema de minha autoria, mas não se esqueçam de comentar por favor. Desde já eu agradeço a atenção de todos.
O outro
Quem é você ?
De onde vem
e para onde vai ?
Por que vejo você
quando quero me ver ?
Por quê ?
Nos meus devaneios tentando me conhecer.
Quem eu vejo: Você.
Por quê ?
Não me conheço,
não me vejo,
não existo,
só o outro.
Rita disse:
este poema me reportou aos m tempos de escola. Idos de 1958,por aí. Já estudei esta poesia, pois antigamente, usava-se decorar poesias p um momento de “declamação”. Bons tempos aqueles…