Blog dos Poetas

O Ramo de Flores do Museu, 2

de

Que fantasmas lerão, nas incolores
pétalas, as mensagens não aceitas
em nítidos momentos anteriores?

Que fantasmas verão a vossa airosa
figura erguendo as claras mãos desfeitas,
noutro império, a uma luz mais gloriosa?

Ó cinérea Princesa, é muito densa
do mundo humano a trama das neblinas…
A floresta do absurdo é negra, é imensa,
e as sibilas se escondem, repentinas.

Crepitam os junquilhos e as boninas
a um vento secular de indiferença.
Mas, entre vãs paredes vespertinas,
o ramo existe, sem que a morte o vença.

postado por em 20-09-2009
Compartilhar

3 Comentários para “O Ramo de Flores do Museu, 2”


  1. Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:

    …penetrar os meandros deste texto, descortiná-lo, expô-lo, destrinchá-lo em partes para se entender o todo…Cecília percorre com sensibilidade e nos traz, em imagens difusas, uma descrição poética, nostálgica e reflexiva nesta descrição emblemática de suas intuições…muito lindo !!!


  2. pedro paulo disse:

    gostei muito da sua poesia sonho da menina


  3. Felype e Thales disse:

    Adoramos seu trabalho,um livro otimo que fala da vida muito bom.
    Esperamos mais , este poema fazem as pessoas refletir da vida !

Deixe Seu Comentário