Blog dos Poetas

O Ramo de Flores do Museu, 1

de

Ó cinérea Princesa, as vossas flores
ficarão para sempre mais perfeitas,
já que o tempo extinguiu brilhos e cores;

já que o tempo extinguiu a habilidosa
mão que elevou, serenas e direitas,
a tulipa sucinta e a ardente rosa

Não há mais ilusão de outra presença
que o Amor, que inspirou graças tão finas
– que ninguém viu e em que ninguém mais pensa –
porque os homens e o mundo são de ruínas

E este ramo de pétalas franzinas,
leve, liberto da mortal sentença,
tinha, ó Princesa, fábulas divinas
em cada flor, sobre o nada suspensa

postado por em 13-09-2009
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