Blog dos Poetas

O primeiro poema

de

O menino foi andando na beira do rio
e achou uma voz sem boca.
A voz era azul.
Difícil foi achar a boca que falasse azul.
Tinha um índio terena que diz-que
falava azul.
Mas ele morava longe.
Era na beira de um rio que era longe.
Mas o índio só aparecia de tarde.
O menino achou o índio e a boca era
bem normal.
Só que o índio usava um apito de
chamar perdiz que dava um canto
azul.
Era que a perdiz atendia ao chamado
pela cor e não pelo canto.
A perdiz atendia pelo azul.

postado por em 30-08-2012
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8 Comentários para “O primeiro poema”


  1. EDILOY A C FERRARO disse:

    Encantador ! O poeta alija a razão, vê com a emoção, destoa do lógico, busca a sensação…


  2. Gilson Navega Garcia disse:

    oi, gostei eu também faço poesias se você quiser da uma olhada nas minhas poesias meu facebook > https://www.facebook.com/gilson.navega

    eu fico online direto

    msn gilsonavega@hotmail.com


  3. ANTONIO CABRAL FILHO disse:

    Sei que sou assim: Desde o princípio ao fim, só restos de mim.Antonio Cabral Filho http://blogdopoetacabral.blogspot.com.br


  4. Fabio Rocha disse:

    Manoel de Barros é gênio! Abração


  5. T. Ramon disse:

    Eu tenho um pássaro, eu não gosto dele, e por mais que eu tente não ha pecado que consiga afogá-lo ou sufocá-lo,ao contrário, parecem alimentá-lo,mas isso não é o pior,quase não consigo contê-lo; a sua gaiola é um simples entrelaçar de madeiras, tão bela e tão delicada quanto fui capaz de construí-la.
    Meu pássaro é vermelho, seus olhos são negros, ele fede a álcool e tabaco, ele não canta, e parece rir de mim. Ele esfrega suas asas em sua delicada gaiola, é como se mostrasse a inutilidade da mesma em contê-lo. O simples esticar de suas asas, eu sei, rasgaria meu corpo em dois.
    Eu o açoito, e suas penas agora têm um vermelho mais vívido. Dissimuladamente ele recolhe as asas, e quem por perto passa, escuta dele um choro sedutor; meu pássaro não chora.
    Sinto que ele me engana, ele engana a todos, aos olhos frios daqueles que não têm vida, sua astúcia é notável.
    Agora ele exibe novamente suas penas, ele quer voar, cansou-se do confinamento. Preciso contê-lo, ele que não se atreva, ou sua gaiola arderá em chamas e seu vermelho tornar-se-á cinza.
    T. Ramon


  6. Abner disse:

    Quem me perfuma como os jasmins do campo, me enfeita como arco enfeita o céu, me adorna como as flores adorna os campos, que alegra-me com sua voz como o som das cachoeiras alegra as florestas descendo nos desfiladeiros, faz minha noite ficar bela como as estrelas no céu, deixa minha vida todos os dias embelezada como as nuvens que embeleza o céu, traz alegria nas minhas agonias como os oásis de águas que alegram diante sol escaldante do deserto, traz o brilho que me seduz como a luz na escuridão, faz meus desejos e sonhos brotar como sementes que esperam a chuva para desabrochar, certamente é você minha doce mulher

    Para mais poemas e poesias visitem meu site
    Abner


  7. Gilmar da Silva Cabral disse:

    Belo poema! Simples e colorido! Gilmar.


  8. Borboleta disse:

    Olá!
    Estou divulgando meu blog. Escrevo meus pensamentos em poesias.
    Venha me visitar e me seguir se gostar. Será um prazer!
    Obrigada e uma ótima semana.

    Trecho da minha última postagem…

    AMANHECER-ME
    Acordei com vontade de amanhecer
    Um amanhecer de verão na praia
    Cheirinho de brisa do mar
    Cheirinho de alegria e alto astral de verão
    Quero me amanhecer assim
    Hoje e em todos os meus futuros dias
    Quero me amanhecer de dentro pra fora
    Deixar meu sol sair….(continua)

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