Blog dos Poetas

O Morcego

de

Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.

“Vou mandar levantar outra parede…”
-Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!

Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!

A consciência humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!

postado por em 07-04-2005
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3 Comentários para “O Morcego”


  1. Bruno [reclamadamente poeta] disse:

    Estamos aqui; pela manhã[por mais nocturna que seja, a manhã]
    e recordo-me de um leve fio, ténue como as rosas [embor’ ache sobriamente odiosa a poesia da rosas;]do Morcego. Ah! um asco de cultura.
    Um tristeza e necessidade de ser um poeta.

    [perdoem-me essa necessidade que adormece minha gargante, e , sinceramente, destroi essa genialidade [o alvo que não se vê]]

    Granero


  2. Bruno [reclamadamente poeta] disse:

    Sinto-me triste nessa condição. E de repensar a triste mais triste, e mais e mais; pelo sem-motivo.

    saúdo.


  3. Tatiana disse:

    Necessito fazer uma redação comentando sobre esse poema e eu nem tenho idéiade que posso falar, alguem poderá me ajudar?? Peço por favor, rs.. Beijos

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