Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
(do “Guardador de Rebanhos” – Alberto Caeiro)
postado por Ederson Peka em 25-10-2009
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Isabela disse:
Amei…
Não conhecia essa poesia.
por sinal, adoro todo o blog!!!
Vocês são demias!
By: Isabela♥
EDILOY A C FERRAO disse:
…apenas nos olhos poeta de um artista das reflexões beberíamos observações tão desatentas aos desatentos olhos de todos nós…
mari melo disse:
adorei o blog… parabens!!!
Roseane disse:
Boa Noite!
Adoro Fernando Pessoa, este poema é lindo, me faz pensar que o tom de cada “borboleta” e o “perfume” é exatamente subjetividade do momento da vida de cada sujeito.
É o estado emocional, a maturidade da alma, que faz a gente sentir o perfume da vida e as lindas cores da borboleta. Portanto somos nós que oferecemos a vida o tom, porque a vida já nos foi presenteada por Deus.
Parabéns pelo blog. Muito bom gosto.
Amei!!!
Roseane L.