Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
postado por Ederson Peka em 12-01-2007
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Charlyane Mirielle disse:
Lindo e inesquecível poema.
Sua força poética e sua mensagem arrepia !
Isto é poesia e verdade !
augustu disse:
esse poema foi o melhor q ja ouvi!!!
inesquecivél MANUEL BANDEIRA…
ESSA É A VERDADEIRA FORÇA DA EXPESSÃO HUMANA disse:
“ESSA É A VERDADEIRA FORÇA DA EXPESSÃO HUMANA…VIVIDA POR MISÉRAVEIS SEM CULPA.”
gabi disse:
eu gostei muito
Rayane Kastylho disse:
Realista e Arrepiante!
Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
O poeta nos narra a mais cruel das verdades, a desigualdade entre humanos, o que nos faz diferentes, e, o pior, a convivermos com esta realidade como algo natural…
MÃOS EM SÚPLICAS
pungentes retratos
momentos comuns
Seres em destratos
em cada esquinas,
mãos em súplicas,
pães escassos
quadros frequentes,
triviais e até banais
vidas indiferentes
cenas normais,
almas dormentes
não se ressentem mais
(Ediloy A.C.Ferraro)
claudia cabral disse:
Ao lêr este poema pela 1°vez em sala de aula,mim emocionei,com a delicadeza,com a verdade de uma realidade que nos aflinge todos os dias.
sou grata ao meu eterno professor(Roberto)por mim dá um presente tão lindo como este;ao escritor manoel bandeira,por nos dar tanta riqueza em sua litúrgia.