E desfolhou-se a flor. Tombam as folhas,
Rolam no chão, dispersas, como bolhas
De água, sem que as apanhes ou recolhas,
Sem teres tempo de as colher na mão.
Frias, brancas, translúcidas, partidas,
Aquelas trinta pétalas queridas,
Soltas na viração das avenidas,
Noivas, virgens defuntas, lá se vão.
E choraste, em silêncio, amargamente.
Mal conheceras essa Irmã dolente,
Mas por ela sofreste em teu amor.
Sem ter consolo a mágoa que sentiste,
Ficaste, poeta, para sempre, triste,
Apiedado da sorte de uma flor.
postado por Ederson Peka em 29-05-2008
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Leonardo disse:
Excelente o blog, há dois anos sou visitante assiduo.
O paraíso para os amantes de poemas.
Meus parabéns.
Sempre que tenho um vazio em branco, aqui tenho um canto para preenche-lo
tambem faco poemas, acho que por isso gostei tanto do site!
=)