Blog dos Poetas

Lá quando a Tua voz deu ser ao nada

de

Lá quando a Tua voz deu ser ao nada,
Frágil criaste, ó Deus, a Natureza;
Quiseste que aos encantos da beleza
Amorosa paixão fosse ligada.

Às vezes em seus desgostos desmandada,
Nos excessos desliza-se a fraqueza:
Fingem-Te então com ímpeto, e braveza
Erguendo contra nós a destra armada.

Ó almas sem acordo, e sem brandura,
Falsos órgãos do Eterno! Ah!… Profanai-O,
Dando-Lhe condição tirana e dura!

Trovejai, que eu não tremo e não desmaio;
Se um Deus fulmina os erros da ternura,
Uma lágrima só Lhe apaga o raio.

postado por em 31-05-2008
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2 Comentários para “Lá quando a Tua voz deu ser ao nada”


  1. pcoelho disse:

    eu gostei muito deste site sera que querem mais um membro para o vosso grupo? gosto muito de escrever poemas e ja escrevi alguns me mandei um konvite


  2. Ederson Peka disse:

    “PCoelho”, você já conhece o Site de Poesias? 😉
    http://sitedepoesias.com.br

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