Não é de águas apenas e de ventos,
No rude som, formada a voz do Oceano.
Em seu clamor – ouço um clamor humano;
Em seu lamento – todos os lamentos.
São de náufragos mil estes acentos,
Estes gemidos, este aiar insano;
Agarrados a um mastro, ou tábua, ou pano,
Vejo-os varridos de tufões violentos;
Vejo-os na escuridão da noite, aflitos,
Bracejando, ou já mortos e debruços,
Largados das marés, em ermas plagas…
Ah! que são deles estes surdos gritos,
Este rumor de preces e soluços
E o choro de saudades destas vagas!
Fonte: Poesia Parnasiana, Antologia. Ed Melhoramentos
postado por Célia de Lima em 13-12-2008
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Úrsula Maia disse:
Lindo este poema de Alberto de Oliveira assim como tantos outros que já li neste blog.
Sempre que posso, leio as poesias e poemas aqui postados de autores consagrados e que sempre nos inspiram a escrever mais e melhor. Parabéns pela qualidade e cuidado com o blog. Hei, Célia, estou sentindo saudade de ler suas poesias no site. Um beijo para ti.
kim disse:
parabéns!!!
Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…que imagens fortes, dantescas, nos proporcionam estas metáforas, em vagas e tormentos, lamentos e poesias…