Blog dos Poetas

Tristeza

de

Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto o poento caminheiro;
Como as horas de um longo pesadelo,
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como um desterro de minha alma errante,
Onde fogo insensato a consumia…
Só levo um saudade – é um desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade – é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas…
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!

Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz – e escrevam nela:
Foi poeta, sonhou e amou a vida…

do livro: Lira dos vinte anos
postado por em 08-03-2003
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13 Comentários para “Tristeza”


  1. Ricardo tomas de jesus disse:

    parabes pelas cruatividades que nus propom
    por iso que num desisto da leitura
    pois adoro ler coisas iteresantis e criativa


  2. Gabrielli disse:

    credo naum era aque eu queria nd parecida


  3. thais disse:

    realmente faz jus ao nome
    …eh mto triste…


  4. paloma disse:

    muito abrigado as pessoas que criaram esse blog epostaram nele, poir precisava fazer um trabalho imenso sobre poemas de alvares de azevedo e só achei aqui , depois de mais de duas horas de pesquisa..
    vlw…


  5. Jéssica Ariane Ignácio disse:

    Em minha alma eu sinto o despertar do tédio, em todas as vezes que percebo como são as coisas do mundo, uma febre me arde por dentro e não consigo ver a vida de outro jeito, apenas como uma luta desigual e cheia de futilidade.
    Álvares de Azevedo, é tudo ! ♥


  6. lara disse:

    eu estou me sentindo desse msm jeitinho


  7. Victor Hugo disse:

    Ora bolas!!! Mas isso aew nada mais são do que algumas estrofes do poema Lembranças de morrer do A. A.

    Leiam o original!!! É mais genial ainda!!!(e mais triste…)


  8. Felipa disse:

    Não conhecia esse poeta, gostei do seu género de escrita. Lembra um pouco António Nobre, poeta português que praticamente só escreveu sobre a morte (a sua, que adivinhava próxima e que veio a acontecer como previa, devido à doença de que padecia) e pôs no seu trabalho uma grande dose de tristeza e de mágoa.
    Ele próprio apelidou o seu livro, intitulado “Só”, como “o livro mais triste que há em Portugal…”


  9. Tailane disse:

    adorei esse poeta da segunda geração do Romantismo… Alvares de Azevedo… adolluuuu


  10. Giordano disse:

    Melhor poesia/poema/soneto brasileiro de todos os tempos!
    Nunca li nada igual…mas bem lembrado pelo amigo ali em cima: está incompleto.
    Leiam “Lembranças de morrer” – juro que ficarão arrepiados.


  11. manoel disse:

    muito bom esse poema!


  12. O poeta triste disse:

    Amei minha alma sentio alénto.


  13. Edileison Santos disse:

    Já li muitos dos poemas de Álvares de Azevedo e acho esse um dos melhores, com certeza…

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