Blog dos Poetas

A Estrela

de

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

postado por em 06-12-2009
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4 Comentários para “A Estrela”


  1. Felipa disse:

    Esse poema diz tudo sobre o meu actual estado de espírito…


  2. EDILOY ANTONIO CARLOS FERRARO disse:

    Lancinante, amargurado, não menos intenso, pujante, altaneiro em sua dor, Manuel Bandeira, invoca em teu íntimo um brado lacrimoso, rico e ornado em uma metáfora que espelha sua solidão…um humano querendo a companhia de uma estrela luzídia e distante…tão longe dele como a imensidão dos infinitos, incapaz de atendê-lo em seu torturado íntimo…que encanto traz-nos este pranto, humano, terrivelmente belo…


  3. ERISTON disse:

    O sol de ontem é o mesmo sol de hoje…
    E sei que o mesmo sol que queimou a pele deste poeta também queima a minha pele hoje…
    Ser poeta e ter duas vidas,
    é correr o risco de ficar numa rua cheia de raparigas…
    Admiro o geito que os poetas escrevem, mas afogo a dor deles quando não aproveitam as belezas que o espirito quer mostrar…
    O mundo sem os poetas seria uma bola de fogo…sei disso pois se eu ficar sem escrever um poema um dia colocarei fogo no mundo só para me inspirar!


  4. Maria Emília Redi disse:

    PARABÉNS!! Adoro Manuel Bandeira! Ab Mel Redi

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