A brisa vaga no prado,
Perfume nem voz não tem;
Quem canta é o ramo agitado,
O aroma é da flor que vem.
A mim, tornem-me essas flores
Que uma a uma vi murchar,
Restituam-me os verdores
Aos ramos que eu vi secar…
E em torrentes de harmonia
Minha alma se exalará,
Esta alma que muda e fria
Nem sabe se existe já.
postado por Ederson Peka em 08-01-2004
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Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
Almeida Garret, como todos nós, na madureza da vida, deponhe suas armas, em metáforas tristes/belas/reflexivas, nos situa na condição humana de eterna perplexidade diante à vida… os verdores que se vão, a idéia de tempo consumido…
O que demonstra que sentimentos, perquirições d’alma transcende tempos, é sempre atual, pois parte essencial da natureza humana…
lindas reflexões desse poeta imemorável.