Como da copa verde uma folha caída
Treme e deriva à flor do arroio fugidio,
Deixa-te assim também derivar pela vida,
Que é como um largo, ondeante e misterioso rio…
Até que te surpreenda a carne dolorida
Aquela sensação final de eterno frio,
Abre-te à luz do sol que à alegria convida,
E enche-te de canções, ó coração vazio!
A asa do vento esflora as camélias e as rosas.
Toda a paisagem canta. E das moitas cheirosas
O aroma dos mirtais sobe nos céus escampos.
Vai beber o pleno ar… E enquanto lá repousas,
Esquece as mágoas vãs na poesia dos campos
E deixa transfundir-te, alma, na alma das cousas…
postado por Ederson Peka em 05-09-2010
1 – Contribuição Nacional (PagSeguro)
2 – Contribuição Internacional (PayPal)





EDILOY A C FERRARO disse:
…devaneios reflexivos, ungidos na filosofia, no tempo, nas metáforas que expõe o íntimo do poeta a registrar na sua retina as ilusões transitórias da existência…lindos e melodiosos versos de uma alma privilegiada pela veia poética e eterna.
Solange disse:
Linda mulher, hoje descobrir um pouco mais sobre vc.
Deixo bjs.. com admiração ´pelo ser humano que é vc..
Com carinho..
Sol..