Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto o poento caminheiro;
Como as horas de um longo pesadelo,
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como um desterro de minha alma errante,
Onde fogo insensato a consumia…
Só levo um saudade – é um desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade – é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas…
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz – e escrevam nela:
Foi poeta, sonhou e amou a vida…
do livro: Lira dos vinte anos
postado por Thiago Rigonatti em 08-03-2003
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Ricardo tomas de jesus disse:
parabes pelas cruatividades que nus propom
por iso que num desisto da leitura
pois adoro ler coisas iteresantis e criativa
Gabrielli disse:
credo naum era aque eu queria nd parecida
thais disse:
realmente faz jus ao nome
…eh mto triste…
paloma disse:
muito abrigado as pessoas que criaram esse blog epostaram nele, poir precisava fazer um trabalho imenso sobre poemas de alvares de azevedo e só achei aqui , depois de mais de duas horas de pesquisa..
vlw…
Jéssica Ariane Ignácio disse:
Em minha alma eu sinto o despertar do tédio, em todas as vezes que percebo como são as coisas do mundo, uma febre me arde por dentro e não consigo ver a vida de outro jeito, apenas como uma luta desigual e cheia de futilidade.
Álvares de Azevedo, é tudo ! ♥
lara disse:
eu estou me sentindo desse msm jeitinho
Victor Hugo disse:
Ora bolas!!! Mas isso aew nada mais são do que algumas estrofes do poema Lembranças de morrer do A. A.
Leiam o original!!! É mais genial ainda!!!(e mais triste…)
Felipa disse:
Não conhecia esse poeta, gostei do seu género de escrita. Lembra um pouco António Nobre, poeta português que praticamente só escreveu sobre a morte (a sua, que adivinhava próxima e que veio a acontecer como previa, devido à doença de que padecia) e pôs no seu trabalho uma grande dose de tristeza e de mágoa.
Ele próprio apelidou o seu livro, intitulado “Só”, como “o livro mais triste que há em Portugal…”
Tailane disse:
adorei esse poeta da segunda geração do Romantismo… Alvares de Azevedo… adolluuuu
Giordano disse:
Melhor poesia/poema/soneto brasileiro de todos os tempos!
Nunca li nada igual…mas bem lembrado pelo amigo ali em cima: está incompleto.
Leiam “Lembranças de morrer” – juro que ficarão arrepiados.
manoel disse:
muito bom esse poema!