Ela é tão meiga! Em seu olhar medroso
Vago como os crepúsculos do estio,
Treme a ternura, como sobre um rio
Treme a sombra de um bosque silencioso.
Quando, nas alvoradas da alegria,
A sua boca úmida floresce,
Naquele rosto angelical parece
Que é primavera, e que amanhece o dia.
Um rosto de anjo, límpido, radiante…
Mas, ai! sob êsse angélico semblante
Mora e se esconde uma alma de mulher
Que a rir-se esfolha os sonhos de que vivo
- Como atirando ao vento fugitivo
As folhas sem valor de um malmequer…
postado por Ederson Peka em 15-01-2004
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Ft disse:
Parnasianos! E suas sacadas!
Que inveja! Lindo! Lindo!
Eu sou fã de V. de Carvalho.
Muito fã.
Parabéns pelo blog. O mundo precisa ler tais coisas.