Por tudo o que me deste
inquietação cuidado
um pouco de ternura
é certo mas tão pouca
Noites de insónia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
postado por Ederson Peka em 09-06-2007
1 – Contribuição Nacional (PagSeguro)
2 – Contribuição Internacional (PayPal)





michelle disse:
Olá…trabalho com a Sheila da Machbert e ela me passou seu site, pq eu adoroooo poesia…assim q tiver um tempinho eu vejo com mais calma…
abraço
Sérgio Carvalho disse:
O poema Canção Grata não é de Florbela Espanca, como se diz muitas vezes. É do poeta da “Presença” Carlos Queirós. Um erro comum…
Ederson Peka disse:
Corrigido. Obrigado por avisar, Sérgio.
Sérgio Carvalho disse:
Ora essa, qual “obrigado”… Foi um prazer.
Saudações amigas.
Fernando Silva disse:
Talvez o erro de atribuição a Florbela Espanca explique a flexão feminina usada
«Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste»
quando o correcto é:
Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
– Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado…
Sem ironia, amor: – Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!
Abraço
EDILOY A C FERRARO disse:
…grande lição, a lembrança aviva o que marca; melhor do que não ter do que lembrar-se…agradece o desfortúnio da passagem dela, por instantes o fêz feliz, em breve instantes de ilusão, tudo passou, mas ficou o agradecimento pelo que restou, nas lembranças de fugidios momentos…reflexivo e imensamente poético.