Amor, que o gesto humano na alma escreve,
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.
A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.
Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.
Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.
postado por Ederson Peka em 14-02-2010
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Felipa disse:
Camões cantou o amor, aliado ao sofrimento de o sentir, e as suas palavras permanecem sempre actuais…
Flávio Penido disse:
Este é um blog muito interessante.
Porém, existem algumas coisas que necessitam de aperfeiçoamento(urgênte):
Qual critério utizado para publicar “poemas” de autores pífios como Adriana Calcanhoto, Roberto Carlos,etc e deixar de fora o maior poeta de rock brasileiro de todos os tempos, Raul Seixas?
Inacreditável!…
ana chuac disse:
Eu ache o massímo que testo maravilhoso
pena que já morreu