Uma noite, eu me lembro… Ela dormia
Numa rede encostada molemente…
Quase aberto o roupão… solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.
‘Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina…
E ao longe, num pedaço do horizonte,
Via-se a noite plácida e divina.
De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras,
Iam na face trêmulos – beijá-la.
Era um quadro celeste!… A cada afago
Mesmo em sonhos a moça estremecia…
Quando ela serenava… a flor beijava-a…
Quando ela ia beijar-lhe… a flor fugia…
Dir-se-ia que naquele doce instante
Brincavam duas cândidas crianças…
A brisa, que agitava as folhas verdes,
Fazia-lhe ondear as negras tranças!
E o ramo ora chegava ora afastava-se…
Mas quando a via despeitada a meio,
Pra não zangá-la… sacudia alegre
Uma chuva de pétalas no seio…
Eu, fitando esta cena, repetia
Naquela noite lânguida e sentida:
“Ó flor! – tu és a virgem das campinas!
“Virgem! – tu és a flor da minha vida!…”
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Lu disse:
Castro Alves… Nao canso de ler seus poemas… O rei dos poetas baianos!!
Amei
Lu
RITA REIKKE disse:
Simplesmente amei esta como amo todas as outras que eu li. Especial esta descrição do adormecer da amada!
Suspirando pela intensidade das palavras e pela forma como foram perfeitamente distribuidas…
cristeane disse:
sempre me enteresei por poesias,aida mas vindo de poetas baianos ,amei esta como amo todas as outras.
PEDRO disse:
Grande Castro Alves!
Estou fazendo um trabalho sobre ele estou aprendendo muito!
Ainda mais que minha professora é rigorosa(Dagmar Monteiro),mais é bem legal.
O meu poema predileto é
”Amar e ser Amado”.