Blog dos Poetas

A Rua dos Cataventos ( XXXIII )

de
(a Reynaldo Moura)

Que bom ficar assim, horas inteiras,
Fumando… e olhando as lentas espirais…
Enquanto, fora, cantam os beirais
A baladilha ingênua das goteiras

E vai a Névoa, a bruxa silenciosa,
Transformando a Cidade, mais e mais,
Nessa Londres longínqua, misteriosa
Das poéticas novelas policiais…

Que bom, depois, sair por essas ruas,
Onde os lampiões, com sua luz febrenta,
São sóis enfermos a fingir de luas…

Sair assim (tudo esquecer talvez!)
E ir andando, pela névoa lenta,
Com a displicência de um fantasma inglês…

postado por em 01-10-2015
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