Como pequena flor que recebeu uma chuva enorme
E se esforça por sustentar o oscilante cristal das gotas
Na seda frágil, e preservar o perfume que aí dorme
E vê passarem as leves borboletas livremente
E ouve cantarem os pássaros acordados sem angústia
E o sol claro do dia às claras estátuas beijando sente
E espera que se desprenda o excessivo, úmido orvalho
Pousado, trêmulo, e sabe que talvez o vento
A libertasse, porém a desprenderia do galho
E nesse temor e esperança aguarda o mistério transida
- Assim repleto de acasos e todo coberto de lágrimas
Há um coração nas lânguidas tardes que envolvem a vida
postado por Ederson Peka em 29-10-2008
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Flor de Liz disse:
eu simplesmente sou essa flor…
convivendo com a dualidade de ansiar voar com o vento e temer se desprender do galho…
dayane disse:
lindo…
tamiris disse:
eu achei lindo e eutava ouvindo um hino no momento q deu vontade de chorar!!!
Tarcila disse:
Lindo!!!! alias essa escritora é d+ e ficou lindo pois estava ouvindo uma musica linda de Alceu Valença