Quem volta da região assustadora
De onde eu venho, revendo, inda na mente,
Muitas cenas do drama comovente
De guerra despiedada e aterradora,
Certo não pode ter uma sonora
Estrofe ou canto ou ditirambo ardente
Que possa figurar dignamente
Em vosso álbum gentil, minha senhora.
E quando, com fidalga gentileza
Cedestes-me esta página, a nobreza
De nossa alma iludiu-vos, não previstes
Que quem mais tarde, nesta folha lesse,
Perguntaria: “Que autor é esse
De uns versos tão mal feitos e tão tristes?”
postado por Ederson Peka em 03-10-2007
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luciano lidio disse:
poxa esse autor é o cara, pois acho muito bonito o jeito q ele se espressa ao falar como era o lugar de onde ele veio. Muito distinto o jeito que ele fala porque hoje em dia já não se fala mas assim!!!
abraços
EDILOY A C FERRARO disse:
Euclides da Cunha imortalizou-se com o arrebator relato da obra OS SERTÕES, trazendo à lume um brasil desconhecido e cruel, narrando como em uma reportagem as agruras daquela gente humilde, sofrida e crédula. Possivelmente nestes versos refira-se a essas cenas cruentas que o faz sentir-se vazio para compor o poema…