Por mais que te celebre, não me escutas,
embora em forma e nácar te assemelhes
à concha soante, à musical orelha
que grava o mar nas íntimas volutas.
Deponho-te em cristal, defronte a espelhos,
sem eco de cisternas ou de grutas…
Ausências e cegueiras absolutas
ofereces às vespas e às abelhas,
e a quem te adora, ó surda e silenciosa,
e cega e bela e interminável rosa,
que em tempo e aroma e verso te transmutas!
Sem terra nem estrelas brilhas, presa
a meu sonho, insensível à beleza
que és e não sabes, porque não me escutas…
(a Mário de Andrade)
postado por Ederson Peka em 02-04-2008
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CASSIA ARESTA disse:
Procurando poesias de Cecília Meireles encontrei vcs. Fiquei admirada com a páginatão poética. Tudo tem qualidade.
Parabéns.
Gostaria de estar sempre linkada em vcs.
CASSIA
ARESTA
Adriana Salomão Heusy disse:
As poesias de Cecília Meireles são possuidoras de muita sensibilidade.Ela consegue mostrar seus sentimentos em versos,as vezes melancólicos,românticos.Eu já tinha lido algumas poesias dela e gostei muito desta agora.Muito obrigada!