Alencar
de Machado de AssisTu, cearense musa, que os amores
Meigos e tristes, rústicos e breves,
Da indiana escreveste, – ora os escreves
No volume dos pátrios esplendores.
postado por Ederson Peka em 01-05-2011
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Tu, cearense musa, que os amores
Meigos e tristes, rústicos e breves,
Da indiana escreveste, – ora os escreves
No volume dos pátrios esplendores.
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Teus olhos são meus livros.
Flores me são teus lábios.
Era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno,
Ao relembrar os dias de pequeno…
Ouço que a natureza é uma lauda eterna
de pompa, de fulgor, de movimento e lida…
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.
Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
-”Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”