Pobre Amor
Calcula, minha amiga, que tortura!Amo-te muito e muito, e, todavia,Preferira morrer a ver-te um diaMerecer o labéu de esposa impura! Que te não enterneça esta loucura,Que te não mova nunca esta agonia,Que eu muito sofra… Pobre Amor
Calcula, minha amiga, que tortura!Amo-te muito e muito, e, todavia,Preferira morrer a ver-te um diaMerecer o labéu de esposa impura! Que te não enterneça esta loucura,Que te não mova nunca esta agonia,Que eu muito sofra… Pobre Amor
Escrevo diante da janela aberta.Minha caneta é cor das venezianas:Verde!… E que leves, lindas filigranasDesenha o sol na página deserta! Não sei que paisagista doidivanasMistura os tons… acerta… desacerta…Sempre em busca de nova descoberta,Vai colorindo… A Rua dos Cataventos ( I )
Santa Fé do Sul, cidade querida,onde a natureza enfeita a vida.Entre rios e praias de sol radiante,teu charme encanta cada visitante. Nas águas calmas do Paraná,o reflexo do céu vem te abraçar.Turista que chega sente… Santa Fé do Sul – Cidade Turística
Tentei dizer quanto te amava, aquela vez, baixinhomas havia um grande berreiro, um enorme burburinhoe, pensando bem, o berçário não era o melhor lugar.Você de fraldas, uma graça, e eu pelado lado a lado,cada um… Declaração de Amor
Na era da pedra lascadada língua faladaantes de inventarem a letraque imitava a luaas palavras diziam nadae nada levava a nada(aliás, nem precisava rua).A frase ficava estáticade maneira majestáticaa grandes falas presumíveispermaneciam indizíveis– imagens invisíveisa… A Invenção do “O”
Diz a mecânica quânticaque as partículas atômicasse comportam de um jeitoquando são observadase de outro quando estão sós(como, aliás, todos nós).E quem nos asseguraque o Universo que está aínão é como aí estáquando ninguém está… Quem Sabe?
Por onde anda a gente anda quando dormepra acordar com esta cara disformede quem fez o que não devia?E este gosto na gargantaé o resto de que jantade que secreta ambrostiade que gim ou malvasia?E… Reflexões no Espelho
Calma, entre os ventos, em lufadas cheiasDe um vago sussurrar de ladainha,Sacerdotisa em prece, o vulto alteiasDo vale, quando a noite se avizinha: Rezas sobre os desertos e as areias,Sobre as florestas e a amplidão… A Montanha
Entre o desenho do meu rostoe o seu reflexo,meu sonho agoniza, perplexo. Ah! pobres linhas do meu rosto,desmanchadas do lado oposto,e sem nexo! E a lágrima do seu desgostosumida no espelho convexo!
O pensamento é triste; o amor insuficiente;e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.Deixo que a terra me sustente:guardo o resto para mais tarde. Deus não fala comigo- e eu sei que me… Explicação