Amar-te – não por gozo da vaidade,
Não movido de orgulho ou de ambição,
Não à procura da felicidade,
Não por divertimento à solidão.
Amar-te – não por tua mocidade
- Risos, cores e luzes de verão -
E menos por fugir à ociosidade,
Como exercício para o coração.
Amar-te por amar-te: sem agora:
Sem amanhã, sem ontem, sem mesquinha
Esperança de amor, sem causa ou rumo.
Trazer-te incorporada vida fora,
Carne de minha carne, filha minha,
Viver do fogo em que ardo e me consumo.
postado por Ederson Peka em 22-03-2004
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JULIANA CARDOSO disse:
Quanta coisa linda há na literatura brasileira. Cada vez que leio poemas como este de Aurélio Buarque de Holanda, sinto tanta alegria por ser brasileira!!!
Juliana Cardoso
Adinael Nobre disse:
Lindo! Um soneto que toca o nosso coração, esta obra nos aguça o desejo de viver um grande amor.
É maravilhoso relembrar a nossa riqueza cultural. Um brinde à memória de Aurélio Buarque de Holanda.
Eduardo disse:
Sempre maravilhosos os poemas de Aurélio Buarque de Holanda.
Muito bom, parabéns pelo Blog
vitoria disse:
eu gosto muito dos jogos de meninas
yaggo disse:
so tem essa poesia do aurelio
maria clementina disse:
muito bonito esse soneto é realmente o amor altruista, amar por amar verdadeiramente,salva de palmas para o poeta,Maria Clementina
EDILOY A C FERRARO disse:
…amar, sentimento dúbio, será que amamos alguém ou a nós mesmos? Amar na figura da outra ou outra aquilo que nos apraz ao ego, seja a beleza física ou interesse outros…amar, no sentido da renúncia, tal qual revela veemente o poeta, traz-nos indagações e questionamentos, alguns, com certeza, incômodos…
TÂNIA GAMA disse:
Fantástico!
um soneto que nos faz refletir sobre
esse sentimento maravilhoso, que toca
o nosso coração e nos faz olhar para
dentro de nós fazendo-nos refletir e dizer: Eu quero alguém para ser feliz.