Os quinze anos de uma alma transparente,
O cabelo castanho, a face pura,
Uns olhos onde pinta-se a candura
De um coração que dorme, inda inocente.
Um seio que estremece de repente
Do mimoso vestido na brancura,
A linda mão na mágica cintura,
E uma voz que inebria docemente.
Um sorriso tão angélico! tão santo
E nos olhos azuis cheios de vida
Lânguido véu de involuntário pranto!
É esse o talismã, é essa a Armida,
O condão de meus últimos encantos,
A visão de minh’alma distraída!
postado por Ederson Peka em 10-04-2011
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EDILOY A C FERRARO disse:
Com sutileza e ternura, o poeta retrata o despertar da puberdade, como se uma flor fosse se abrindo para uma nova fase da vida.
Alvares de Azevedo tece em versos com a maestria e delicadeza de um pintor apreendendo com tintas e pincéis uma imagem bela, intensa, neste soneto tão inspirado e perene…
roberto soares disse:
Adorei ter descoberto este blog, o meu é rdsaude. blogspot.com