Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.
As almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva
tornam amor humor, e vago e brando
o que é de natureza corrosiva.
N’água e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.
E nem os elementos encantados
sabem do amor que os punge e que é, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.
postado por Célia de Lima em 25-02-2010
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EDILOY A C FERRARO disse:
…analogia de instantes que vem e vão, como as ondas do mar, levando, trazendo, emoções, sentimentos, cenário em que, magistralmente, o poeta se devaneia sobre a humana condição de sentir e de ser…