Os que amei, onde estão? Idos, dispersos,
arrastados no giro dos tufões,
Levados, como em sonho, entre visões,
Na fuga, no ruir dos universos…
E eu mesmo, com os pés também imersos
Na corrente e à mercê dos turbilhões,
Só vejo espuma lívida, em cachões,
E entre ela, aqui e ali, vultos submersos…
Mas se paro um momento, se consigo
Fechar os olhos, sinto-os a meu lado
De novo, esses que amei vivem comigo,
Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também,
Juntos no antigo amor, no amor sagrado,
Na comunhão ideal do eterno Bem.
postado por Ederson Peka em 07-02-2010
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Felipa disse:
Este soneto de Antero eleva-nos ao encontro daqueles que amamos e que já não se encontram entre nós fisicamente, dando-nos a certeza de que eles estarão sempre connosco. Com eles poderemos falar e conversar, desabafar mágoas e relatar alegrias, pois eles nos ouvirão e entenderão como ninguém…
Infeto disse:
“Nós que aqui em breve estaremos com vós” Abraços
EDILOY A C FERRARO disse:
…inspirador este contato com tênues véus
que nos separam dos idos e dos vivos, alimentados nas nossas lembranças, em dúvidas e cogitações filosóficas, sempre inspirada pela MUSA maior das ciências, da filosofia, das artes, a mais emblemática e enigmática de todos nossos dilemas da existência, sua finitude, a MORTE.
Mi disse:
A morte, no seu mistério, na sua infinita e eterna noite…
jeane arante disse:
Antero poeta que fala sobre amorte de maneira a explicar a sequencia da vida, a possibilidade da convivência com nossos antepassados.