Bela
esta manhã sem carência de mito,
e mel sorvido sem blasfémia.
Bela
esta manhã ou outra possível,
esta vida ou outra invenção,
sem, na sombra, fantasmas.
Umidade de areia adere ao pé.
engulo o mar, que me engole.
Valvas, curvos pensamentos, matizes da luz
azul
completa
sobre formas constituídas.
Bela,
a passagem do corpo, sua fusão
no corpo geral do mundo.
Vontade de cantar. Mas tão absoluta
que me calo, repleto.
postado por Célia de Lima em 18-03-2010
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EDILOY A C FERRARO disse:
“Vontade de cantar. Mas tão absoluta
que me calo, repleto.”
O poeta nos transmite suas percepções embevecidas do Homem diante suas sensações frente à vida, de forma lírica, seu êxtase em uma manhã que se descortina…lindíssimo !!!