O alegre do dia entristecido,
O silêncio da noite perturbado
O resplandor do sol todo eclipsado,
E o luzente da lua desmentido!
Rompa todo o criado em um gemido,
Que é de ti mundo? onde tens parado?
Se tudo neste instante está acabado,
Tanto importa o não ser, como haver sido.
Soa a trombeta da maior altura,
A que a vivos, e mortos traz o aviso
Da desventura de uns, d’outros ventura.
Acabe o mundo, porque é já preciso,
Erga-se o morto, deixe a sepultura,
Porque é chegado o dia do juízo.
postado por Ederson Peka em 03-08-2006
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molly disse:
muito show
Marcelo Mota disse:
No final do segundo quarteto, o correto, ou o original, seria ..”.ou não o haver sido?”
Ederson Peka disse:
Não, Marcelo. É assim mesmo. Mas obrigado.