Cantares do Sem-Nome e de Partidas
Que este amor não me cegue nem me siga.E de mim mesma nunca se aperceba.Que me exclua do estar sendo perseguidaE do tormentoDe só por ele me saber estar sendo.Que o olhar não se perca… Cantares do Sem-Nome e de Partidas
XXXII (Da Morte)
Por que me fiz poeta?Porque tu, morte, minha irmã,No instante, no centroDe tudo o que vejo. No mais que perfeitoNo veio, no gozoColada entre eu e o outro.No fossoNo nó de um íntimo laçoNo haustoNo… XXXII (Da Morte)