Blog dos Poetas

A Montanha

de

Calma, entre os ventos, em lufadas cheias
De um vago sussurrar de ladainha,
Sacerdotisa em prece, o vulto alteias
Do vale, quando a noite se avizinha:

Rezas sobre os desertos e as areias,
Sobre as florestas e a amplidão marinha;
E, ajoelhadas, rodeiam-te as aldeias,
Mudas servas aos pés de uma rainha.

Ardes, num holocausto de ternura…
E abres, piedosa, a solidão bravia
Para as águias e as nuvens, a acolhê-las;

E invades, como um sonho, a imensa altura,
– Última a receber o adeus do dia,
Primeira a ter a bênção das estrelas!

 
(in Poesia Parnasiana. Antologia. Ed Melhoramentos)
postado por em 22-11-2008
Compartilhar

4 Comentários para “A Montanha”


  1. marcia disse:

    esse poema descreve de forma tão encantadora ,que nos faz visualizar tudo que menciona!!!!


  2. Antonio Mitori disse:

    Essa poesia me inspirou…..

    Cordilheira …
    Energia que cresce comigo e pertence a força das rochas.
    Escultura dos espaços vazios.
    Sentinela do vento e do sol.
    Ser mineral, de água e sabor adocicado.
    Degelo, nascente e corrente freática.
    Raízes, barro profundo e terra calada.
    Montanhas elevadas, altitude imóvel, testemunha que me circunda.
    Parte de um sentimento.
    Parte de mim.

    Antonio Mitori


  3. helena maria sandoval de miranda disse:

    Reli, hoje o seu poema.Cada vez acho mais lindo quando dizes “escultura dos espaços vazios. Sentinela do vento e do sol”. A “Cordilheira ” quando te ouviu deve ter ficado toda faceira quando falaste sobre ela de maneira tão bonita e ainda lhe dizendo ……”Parte de mim” . Isto é para o Antonio Mitori que se inspirou para escrever “Cordilheira” em 13/12/2008.


  4. ALINY disse:

    EU ADORO O POEMA UM BEIJO ELE DEIXO MUITAS FAUTAS BEIJO DE DAS SUAS FAN

Deixe Seu Comentário