Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.
Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.
No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.
O córrego chora.
A voz da noite…
(Não desta noite, mas de outra maior.)
Petrópolis, 1921
postado por Ederson Peka em 20-12-2005
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vitoria disse:
adorei .vou fazer a minha feira de conhecimentos e esse site me ajudou
Alexandra disse:
Gostei do poema.Achei a obra bastante intensa, demostra a realidade sem qualquer medo ou temor. Uma verdadeira obra.