Em teu calmo semblante e em teu olhar parado
há perdido, – bem sei, – um mistério qualquer…
Quem sabe se pecaste… e se foi teu pecado
que te fez esquecer que és bela e que és mulher?…
Hoje és santa… O passado passou, – é o passado…
- dele já não terás uma ilusão sequer…
E o amor que se tornou funesto e amargurado
sepultas no silêncio… e em teu árduo mister…
Mais à frente está a vida… a vida humana e bela!
Teu presente é uma prece; teu passado: um poema;
teu futuro: um rosário, um altar, uma cela…
Evadida do mundo, – ao ver-te, à luz do dia,
- não sei se te admire a renúncia suprema,
ou se lastime a tua imensa covardia!
postado por Ederson Peka em 09-01-2011
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Simone Mello disse:
Lindo! Obrigada pelo presente do dia!
Priscila Assis Majo disse:
Olá pessoal! Parabéns pelo blog, muito interessante e bem organizado. Gostei dos versos, poemas feitos com amor, feitos com esmero. Peço que, por favor, me ajudem a divulgar meu blog: http://oficialpriscilamajo.blogspot.com
Muito Obrigada, desde já.
Murilo disse:
Eu entendi que nesse poema relata uma freira que antes era uma pecadora comum hoje e uma “santa” ou seja não peca .
Guilherme 14anos disse:
Freira Legal. Foi genial esse poema. Gostei do blog muito organizado !
ROMILDO LIMA disse:
Ola! pessoal. Não serei iludido com palavras por que elas se perdem com os tempos, mas sim com gestos sinceros de um tempo eterno que brilha enquanto a vida lhe ser util. O louco que cruzava a rua podia até ser louco, mais louco é quem deixa a vida passar e não leu os escritos da vida e seus raroefeitos como Alvaro de Azevedo com seus versos triste e envolvente como seu eu que saiu da vida muito jovem para entrar na historia.