Dágua o fluido lençol, onde em áscuas cintila
O sol, que no cristal argênteo se refrata,
Crepitando na pedra, a cuja borda oscila,
Cai, gemendo e cantando, ao fundo da cascata.
Parece a grave queixa, atroando em torno a mata,
Contar não sei que mágoa inconsolada, e a ouvi-la
A alma se nos escapa e vai perder-se abstrata
Na avassalante paz da solidão tranqüila…
Às vezes, a tremer na fraga faiscante,
Passa uma folha verde, e sobre a veia ondeante
Abandona-se toda, ansiosa pelo mar…
E vendo-a mergulhar na espuma que a sacode,
Não sei que íntimo e vago anseio ali me acode
De cair como a folha e deixar-me levar…
postado por Ederson Peka em 19-09-2010
1 – Contribuição Nacional (PagSeguro)
2 – Contribuição Internacional (PayPal)





Antonio Cícero da Silva(Águia) disse:
Esta é uma constelação de poesia, do mestre Manuel Bandeira… bela, brilhante…
http://www.ederpereirarede.blogspot.com/ disse:
GOSTEI DO BLOG. CONVIDO-O PARA VVISITAR MEU BLOG:http://www.ederpereirarede.blogspot.com/