Blog dos Poetas

Via Láctea, IV

de

Como a floresta secular, sombria,
Virgem do passo humano e do machado,
Onde apenas, horrendo, ecoa o brado
Do tigre, e cuja agreste ramaria

Não atravessa nunca a luz do dia,
Assim também, da luz do amor privado,
Tinhas o coração ermo e fechado,
Como a floresta secular, sombria…

Hoje, entre os ramos, a canção sonora
Soltam festivamente os passarinhos.
Tinge o cimo das árvores a aurora…

Palpitam flores, estremecem ninhos…
E o sol do amor, que não entrava outrora,
Entra dourando a areia dos caminhos.

postado por em 24-02-2014
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2 Comentários para “Via Láctea, IV”


  1. Carlos Fellip disse:

    Parabéns! Belo material! Gostaria de saber como poderia participar do blog. Faço poemas que retratam o futebol de uma perspectiva diferente. Desde já, agradeço. Abraços!


  2. Samuel Ranner disse:

    Paramos no ar e olhamos aquela pessoa.
    Pensamos…
    Em infinitésimos segundos,calculamos,projetamos e idealizamos:
    Sonhos,planos,metas e muitos objetivos.
    O que não podemos saber é que se tal pessoa,compartilha do mesmo que nós!
    Aí vem a frustração, quando apenas colocamos beleza nos ingredientes da busca pelo amor ,que irá te acompanhar até a sua passagem desse mundo!
    A beleza interior vai muito mais além do que tudo e ultrapassa mesquinhos sentimentos inferiores da vaidade,consumismo e tolice!

    Samuel Ranner

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