Blog dos Poetas

Versos a um Cão

de

Que força pôde adstrita e embriões informes,
Tua garganta estúpida arrancar
Do segredo da célula ovular
Para latir nas solidões enormes?!

Esta obnóxia inconsciência, em que tu dormes,
Suficientíssima é, para provar
A incógnita alma, avoenga e elementar
Dos teus antepassados vermiformes.

Cão! – Alma de inferior rapsodo errante!
Resigna-a, ampara-a, arrima-a, afaga-a, acode-a
A escala dos latidos ancestrais…

E irá assim, pelos séculos, adiante,
Latindo a esquisitíssima prosódia
Da angústia hereditária dos teus pais!

postado por em 18-09-2007
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2 Comentários para “Versos a um Cão”


  1. carla granja disse:

    OLÁ! LINDO O TEU BLOG , LINDO OS POEMAS EU NO MEU BLOG TENHO UM ABRAÇO PARA TE DAR
    BJOS
    CARLA GRANJA


  2. luiz claudio alves de souza disse:

    que caracteristicas do poema podem serconsederada inovádoras frente ao parnasianismo do final do século XIX? e quais elementos mantém a tradição literária anterior? alguém pode justificar pra min.

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