Blog dos Poetas

Vencedor

de

Toma as espadas rútilas, guerreiro,
E à rutilância das espadas, toma
A adaga de aço, o gládio de aço, e doma
Meu coração – estranho carniceiro!

Não podes?! Chama então presto o primeiro
E o mais possante gladiador de Roma.
E qual mais pronto, e qual mais presto assoma
Nenhum pôde domar o prisioneiro.

Meu coração triunfava nas arenas.
Veio depois um domador de hienas
E outro mais, e, por fim, veio um atleta,

Vieram todos, por fim; ao todo, uns cem…
E não pôde domá-lo, enfim, ninguém,
Que ninguém doma um coração de poeta!

postado por em 05-09-2006
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1 Comentário para “Vencedor”


  1. Nilson Patriota disse:

    Gostei. Belo poema. Tal qual o Augusto dos Anjos do meu tempo de colégio. Grande, invadindo com sua influência poética a alma juvenil de minha geração. Parabés. Nilson Patriota – Natal – RN.

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