Blog dos Poetas

Último Soneto

de

Já da noite o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!

Do leito, embalde num macio encosto,
Tento o sono reter!… Já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece…
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.

Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos, por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!

postado por em 31-12-2008
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10 Comentários para “Último Soneto”


  1. tartucas disse:

    precioso soneto


  2. João Guilherme disse:

    Cara, comecei a ler estes poemas agora e estou gostando muito. Vou seguir a ordem alfabética dos poetas aqui do blog.

    Muito bom o blog, parabéns.


  3. Maria José disse:

    Lindo este soneto, mas triste demais!


  4. Josue disse:

    Mas ele nao era mesmo um genio moderno que procurava se epressar exatamente como a gente????


  5. luciana da costa disse:

    Alvares de azevedo, sempre foi para mim um dos melhores romancistas que mostravam realmente o verdadeiro sentimento de um poeta apaixonado


  6. juliana disse:

    muito bom o blog de vocês, alem do mais me ajuda bastante qdo preciso fazer pesquisas sobre Antologia Poetica, e as tematicas das poesias. Muito instrutivo


  7. Vagner disse:

    É triste porque tinha que ser, era a maneira própria do romantismo expressar o amor.
    “O amor é um mal e desse mal se morre”.


  8. Renata Amorim disse:

    Como escritor da 2ª segunda geração romântica brasileira,é um dos meus preferidos,ele é magnífico!!


  9. yara da luz disse:

    Perfeito ,como ele conseguia fazer isso ,que poeta!


  10. Francisca juliana disse:

    tocar dentro da sua alma a parti que mas gostei foi quando ele disse assim:”Dá-me a esperança com que o ser mantive!
    Volve ao amante os olhos, por piedade,
    Olhos por quem viveu quem já não vive!”

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