Blog dos Poetas

Soneto de Aniversário

de

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece…
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

Parabéns, Diego! 😉
postado por em 02-12-2007
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7 Comentários para “Soneto de Aniversário”


  1. LEONARDO disse:

    Boa


  2. laura disse:

    alguem entendeo


  3. Laiz disse:

    Eu entendi! ¬¬


  4. Camila disse:

    Para quem é poeta como tal com certeza há nexo, coesão e coerência, desculpa mas quem não o é, realmente não compreende a profundidade disto…


  5. felipa disse:

    O poeta canta seu amor à sua amada, um amor que, mesmo vendo que ela (e ele) estão mais velhos fisicamente, com rugas, etc, esse amor continua jovem, ou seja, ama-a tanto como no primeiro dia. Passaram por muita coisa na vida, a juventude passou, mas o amor dele por ela permanece jovem, não envelheceu. Ele diz: esquece as rugas, a flacidez da pele, nada disso importa porque eu continuo te amando. Pelo menos é assim que eu entendo esse soneto. Se alguém entende de outra maneira explica pra nós, que agradecemos…


  6. Jaque Cadamuro disse:

    Concordo com você Felipa!
    Ele diz no poema que apesar do tempo passar e as pessoas envelhecerem o amor dele não envelhece.
    “Que grande é este amor meu de criatura
    Que vê envelhecer e não envelhece.”

    Bjos a todos…


  7. Gtemberg disse:

    Maravilha, gostei muito de todo conteúdo!

    Grato
    Gutemberg Consultor

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