Blog dos Poetas

Se eu fosse apenas…

de

Se eu fosse apenas uma rosa,
com que prazer me desfolhava,
já que a vida é tão dolorosa
e não te sei dizer mais nada!

Se eu fosse apenas água ou vento,
com que prazer me desfaria,
como em teu próprio pensamento
vais desfazendo a minha vida!

Perdoa-me causar-te a mágoa
desta humana, amarga demora!
– de ser menos breve do que a água,
mais durável que o vento e a rosa…

postado por em 26-02-2008
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14 Comentários para “Se eu fosse apenas…”


  1. Ephygenio Laguna disse:

    O BEIJO

    Desejos se aproximam.
    Lábios se tocam.
    Carnes se pressionam.
    Salivas se misturam.
    Línguas se enroscam
    Dentes se mastigam.
    Respirações se adensam
    Corações se aceleram.
    Pelos se arrepiam
    Sangue se aquece.
    Instantes se eternizam
    Bocas se sufocam.
    Pensamentos se alucinam.
    Intenções se desorganizam.
    É vida, é vida, é vida …!

    Ephy


  2. Ephygenio Laguna disse:

    O FIM DO MEU MUNDO

    Ontem o mar em frente silenciou.
    O barulho do vai-e-vem das ondas cessou.
    A brisa com o cheiro das águas parou.
    A voz do homem do picolé calou.
    A moça linda do outro lado da rua não passou.
    O aeroplano da propaganda não decolou.
    O cachorro no seu passeio matinal não uivou.
    A prancha do surfista parafinado não flutuou.
    O ladrão na areia da praia não assaltou.
    O velho porteiro do prédio não reclamou.
    O vendedor de mate-leão cansou.
    A bala perdida da morte não acertou.
    O chuveiro do Posto 9 não funcionou.
    O motorista bêbado não atropelou.
    A turma da rede de vôlei não jogou.
    O barco dos pescadores não navegou.
    O bronzeador da minha vizinha não cheirou.
    O som do bar da esquina cessou.
    Corri para a varanda e vi: o mundo acabou!


  3. Ephygenio Laguna disse:

    ANTROPÓFAGOS

    Somos todos feras nesta floresta de carne-viva.
    Vivemos nesta antropofagia de sentimentos.
    E nos amamos como se o amor fingíssemos.
    Depois, escovamos os dentes e saímos indiferentes.

    Seguimos pelas calçadas a cruzar olhares cassadores.
    Buscamos odores de outras carnes oferecidas.
    Não queremos identidade e nem data de validade.
    Apenas nos devorarmos como abutres esfomeados.

    Alimentados, seguimos cada um para o seu lado.
    Mas a carne consumida, intestina, apodrece.
    E os vermes de cada um se amam nessa orgia.
    Mas as feras não percebem a carne desnaturada.

    O vazio nos identifica nessa antropofagia mortal.
    Seguimos a devorar a modelo no outdoor do quintal.
    Penteamos os cabelos, perfumamos os pelos!
    E saímos por aí para mais uma aventura amoral!


  4. Ephygenio Laguna disse:

    VIDA CONSUMISTA!

    A vitrine do outro lado da rua todos os dias me assassina.
    Atira contra, contra os meus olhos a sua febre consumista.
    São tantos apelos, beijos, cortejos, motivando os desejos.
    Que me entrego aos créditos do meu cartão quase visa!

    Quero tudo que combina, saciando a vaidade masculina.
    Calças, sapatos, tênis, bermudas, cintos, brincos, camisas.
    Quero os abraços, o beijo, o sorriso e o telefone da menina.
    Quero o olhar da modelo, estática, no outdoor da esquina.

    São tantas as vitrines e seus mistérios que nos conquistam.
    Tudo nesse passeio pela Visconde de Pirajá a nos alimentar.
    Belas gaiolas enfeitadas, clamando pelas moças e rapazes.
    Mas os meus créditos não estão com crédito para lhe comprar.

    Nesse vai-e-vem de peles e gente contente e coloridas.
    Vejo ali, num canto qualquer, dentro da vitrine, a minha vida.
    Tudo de mim revelado, estampado, denunciado na revista.
    Preciso deixar de ser sapatos, bermudas, cintos e camisas.


  5. Ephygenio Laguna disse:

    BAHIA

    Ah! Esse cheiro de Salvador em mim.
    Esse gingado de malandro capoeirista.
    Esse dançarino do tchan, de trio-elétrico.
    Essa vida baiana, esse sabor de acarajé.

    Adoro esse sotaque descansado, meu rei!
    Essa indolência produtiva, criativa, afetiva.
    Essa vida barroca, o sorriso grande na boca.
    Essas ladeiras alucinantes, essa gente-linda.

    Adoro os acenos ritmados, cantados, silábicos.
    A cor âmbar, caramelizada, sapoti delicado.
    Ébano cristalizado, no molejo sensual, timbalado.
    Nas subidas e descidas do elevador, meu amor!

    Adoro os seus tambores a sonorizar madrugadas.
    Esse mexe e remexe de mulher, pasta de acarajé.
    Esse sabor de dendê nas rimas de suas poesias.
    E tudo nessa saudade intensa de você, Bahia!


  6. Ephygenio Laguna disse:

    MORTE VERDE

    Os igarapés por onde passei me contaram histórias.
    Disseram das florestas e suas lendas. E eu chorei!
    Bebi suas águas, e as senti amargas e vermelhas.
    Nelas estava toda a seiva das árvores queimadas.

    Os igarapés contaram da tristeza da vitória-régia,
    Que a sua flor não brotou pela floresta assassinada.
    E que o cheiro de fumaça sufocava as suas águas.
    E que os povos da mata contaminados não sorriam.

    Os igarapés agora são veias a levar o sangue verde.
    Líquido apodrecido, escorrido da moto-serra capitalista.
    Arma assassina a trabalhar pela destruição da vida.
    E daqui, mesmo sabendo, bebemos a morte consentida.

    Nos enfeitamos, pintamos os rostos, colocamos piercings!
    Expressamos a rebeldia incompreendida. Capa da revista.
    E lá, distante de nós, a floresta carbonizada jaz sem vida!
    E os igarapés choram por entre a mata a dor da Terra!


  7. Ephygenio Laguna disse:

    SERÁ ASSIM?

    Será que escrever poesia ameaça?
    Será que ser poeta escandaliza?
    Será que ser anônimo marginaliza?
    Será que ser sem rosto afasta?
    Será que a palavra não aproxima?
    Será que a rima não agrada?
    Será que não combinarmos desatina?
    Será que inexistência não anima?
    Será que a loucura não fala?
    Será que a sinceridade fuzila?
    Será que não responder é uma fuga?
    Será que amar vira rotina?
    Será que separação é solução?
    Será que amar de novo vacina?
    Será que nos ignorarmos combina?
    Será que essa vida revida?


  8. Tamirys Guedes disse:

    Ephygenio, você é poeta??


  9. Carolina Ferreira disse:

    Vontade de lutar

    A tristeza apudera-se de mim
    Mas não a vou deixar vencer
    Vou lutar ate ao fim
    Mesmo que para isso tenha de sofrer…

    Sou forte e lutadora
    E para qualquer guerra estou preparada
    Sou também uma sonhadora
    E quero amar e ser amada…

    Por muito tenho passado
    Mas alegre tento continuar
    Pois a vida irá sempre sorrir
    Para quem tem vontade de amar

    Amo a minha vida
    E por ela vou sempre lutar
    Pelos meus desejos e sonhos
    Pela minha vontade de triunfar

    By Carolina Ferreira*


  10. Leandro Marcio da Silva disse:

    eu adorei essas poesias e queria agradecer por ter feito isso para o Brasil


  11. victor hugo disse:

    gostei muito desse seu poema , ele e muito interessante e me interessou muito!!!


  12. raiane disse:

    amei essa poesia ela é espiradora parabéns………………………….


  13. isabelle disse:

    amei os poemas profundos!!!!!!!!


  14. ana paula disse:

    eu amo muito uma pessoa mas nao sei se ela me ama
    vou madar um poema para ele

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