Blog dos Poetas

Risco

de

Um poema livre
da gramática, do som
das palavras
livre
de traços

Um poema irmão
de outros poemas
que bebem a correnteza
e brilham
pedras ao sol

Um poema
sem o gosto
de minha boca
livre da marca
de dentes em seu dorso
Um poema nascido
nas esquinas nos muros
com palavras pobres
com palavras podres
e
que de tão livre

traga em si a decisão
de ser escrito ou não

postado por em 11-03-2012
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7 Comentários para “Risco”


  1. Jean Leal disse:

    Voces aceitam o envio de poesias pra publicação no blog?


  2. EDILOY A C FERRARO disse:

    Talvez um escrito presumido em uma folha, que tanto pode trazer uma obra, como um nada narrado… Que legado nos deixaram os poetas, intelectuais, artistas em geral, que, na Semana de Arte Moderna, inauguraram uma nova forma de fazer a arte,desbravando e buscando uma nova concepção, genuinamente nossa, brasileira, nos libertando de tantos entretantos…


  3. Ederson Peka disse:

    Jean, obrigado pela disposição! Se forem poemas de autores conhecidos e consagrados, sim. Para poemas de artistas voluntários contemporâneos, o projeto-irmão “Site de Poesias” é o lugar certo: http://sitedepoesias.com 😉


  4. Bruno Cunha disse:

    Fantástica a ideia do blog, o que enriquece ainda mais a nossa literatura e nosso gosto por prosa ou poesia seja ela escrita em qualquer língua. O que Dizer de Oswald?

    Queria deixar minhas Felicitações e um endereço para que vocês vistem se quiserem.
    http://www.paipoeta.com.br

    Fica também a divulgação do nosso Curso de criação em poesia e desenvolvimento humano.
    https://www.buzzero.com/cursos-online-de-autoajuda/cursos-de-sucesso/curso-online-pai-poeta-aprendiz_23557?a=renan-lins

    Muito bom!


  5. Joel Medeiros disse:

    A VOLTA

    Eu entro em silêncio e nem bato na porta.
    A surpresa é viva, ela nunca foi morta.
    Minhas pernas são retas, não pense ser tortas.
    Não estou no desvio, continuo na rota.
    Não me cerco ao lixo, minha vida não é porca.

    Os teus erros não são meus, nem portanto me importa.
    Não deixas que entre o ar e isso sufoca.
    Sugasse meu fôlego e faz uma fofoca.
    Buscando um espaço, eu sumo lá fora.
    Até que a língua encolha, isso demora.

    Nas ruas eu vejo o vento que sopra.
    Ás vezes ele prende, ás vezes ele solta.
    Já não me incomodo, pois sei que tem volta.
    Eu entro em silêncio e nem bato na porta


  6. Ladrão de Bibliotecas disse:

    Oswald de Andrade é formidável! Adorei este poema, quase uma exaltação a poesia experimental!!!


  7. Lu disse:

    oieeeeee!!! sigam meu blog:

    http://hojeconteiparaasparedes.blogspot.com.br/2012/05/minha-namorada-vinicius-de-moraes-meu.html

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