Blog dos Poetas

Quando de Minhas Mágoas a Comprida

de

Quando de minhas mágoas a comprida
Maginação os olhos me adormece,
Em sonhos aquela alma me aparece
Que pera mim foi sonho nesta vida.

Lá nu’a saudade, onde estendida
A vista pelo campo desfalece,
Corro pera ela; e ela então parece
Que mais de mim se alonga, compelida.

Brado: — Não me fujais, sombra benina! —
Ela, os olhos em mim c’um brando pejo,
Como quem diz que já não pode ser,

Torna a fugir-me; e eu gritando: — Dina…
Antes que diga: — mene, acordo, e vejo
Que nem um breve engano posso ter.

postado por em 06-07-2003
Compartilhar