Blog dos Poetas

Panorama Além…

de

Não sei que tempo faz, nem se é noite ou se é dia.
Não sinto onde é que estou, nem se estou. Não sei nada.
Nem ódio, nem amor. Tédio? Melancolia.
– Existência parada. Existência acabada.

Nem se pode saber do que outrora existia.
A cegueira no olhar. Toda a noite calada
no ouvido. Presa a voz. Gesto vão. Boca fria.
A alma, um deserto branco: – o luar triste na geada…

Silêncio. Eternidade. Infinito. Segredo.
Onde, as almas irmãs? Onde, Deus? Que degredo!
Ninguém… O ermo atrás do ermo: – é a paisagem daqui.

Tudo opaco… E sem luz… E sem treva… O ar absorto…
Tudo em paz… Tudo só… Tudo irreal… Tudo morto…
Por que foi que eu morri? Quando foi que eu morri?

postado por em 30-04-2008
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