Blog dos Poetas

Ouro Preto

de

Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre! De cada
Ribeirão trepidante e de cada recosto
De montanha o metal rolou na cascalhada
Para o fausto d’El-Rei, para a glória do imposto.

Que resta do esplendor de outrora? Quase nada:
Pedras… templos que são fantasmas ao sol-posto.
Esta agência postal era a Casa de Entrada…
Este escombro foi um solar… Cinza e desgosto!

O bandeirante decaiu – é funcionário.
Último sabedor da crônica estupenda,
Chico Diogo escarnece o último visionário.

E avulta apenas, quando a noite de mansinho
Vem, na pedra-sabão lavrada como renda,
– Sombra descomunal, a mão do Aleijadinho!

postado por em 23-01-2011
Compartilhar

3 Comentários para “Ouro Preto”


  1. EDILOY A C FERRARO disse:

    Em que tintas de nostalgia nos retrata o poeta os louros de tempos afortunados,onde os metais nobres erigiram igrejas, cidades e fortunas, restando apenas vestígios, após a decadência das minas exauridas de suas riquezas, encimando no vazio apenas a obra imorredoura das mãos de Aleijadinho, a arte de suas esculturas em pedra sabão….


  2. lucas viana disse:

    Manuel badeira gostei muinto do seu poema o major mais so que nao encontrei ele no seu blog disse militar que se aponsentou muinto bom o seu livro valeu


  3. Jhonatan disse:

    Cadê o Monotti Del Picchia

Deixe Seu Comentário