Blog dos Poetas

O Ciúme

de

Entre as tartáreas forjas, sempre acesas,
Jaz aos pés do tremendo, estígio nume,
O carrancudo, o rábido Ciúme,
Ensanguentadas as corruptas presas.

Traçando o plano de cruéis empresas,
Fervendo em ondas de sulfúreo lume,
Vibra das fauces o letal cardume
De hórridos males, de hórridas tristezas.

Pelas terríveis Fúrias instigado,
Lá sai do Inferno, e para mim se avança
O negro monstro, de áspides toucado.

Olhos em brasa de revés me lança;
Oh dor! Oh raiva! Oh morte!… Ei-lo a meu lado
Ferrando as garras na vipérea trança.

postado por em 16-05-2010
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2 Comentários para “O Ciúme”


  1. Roberta Mugnol disse:

    Lindas palavras, emocionante


  2. EDILOY A C FERRARO disse:

    Sentimento pujante de expressões, martirológico das almas, enfeitando em taças de fel a sina humana, o ciúmes, razões de desatinos e de tragédias, tão bem expostos nestes versos intensos…

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