Blog dos Poetas

O “Adeus” de Teresa

de

A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus
E amamos juntos E depois na sala
“Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala
– E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus
Era eu Era a pálida Teresa!
“Adeus” lhe disse conservando-a presa
– E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

Passaram tempos sec’los de delírio
Prazeres divinais gozos do Empíreo
… Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse – “Voltarei! descansa!. . . ”
Ela, chorando mais que uma criança,
– Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

Quando voltei era o palácio em festa!
E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! Ela me olhou branca surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!
– E ela arquejando murmurou-me: “adeus!”

postado por em 20-11-2005
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2 Comentários para “O “Adeus” de Teresa”


  1. Lilly disse:

    Muito bom essa poesia!


  2. teresa disse:

    bonito! gostei, e guardarei, em meu peito, com carinho e amor, ate que um dia te diga…..adeus! mesmo que seija por um tempo breve………Adeus!

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